segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Projeto "Contra o Bullying" teve início nesta segunda

O projeto "Contra o bullying", realizado pela Biblioteca Municipal "Professor Sebas" e pela Associação Cultural Quintal das Artes, teve início nesta segunda-feira. Cerca de 100 alunos das escolas Pedro Mazza e Objetivo compareceram no Centro de Convenções "Zélia Maria de Carvalho Biella" e assistiram a uma apresentação teatral sobre o tema. A peça conta a história da personagem Marcela, que é alvo de bullying na escola. O texto é uma criação dos atores do grupo de teatro da Quintal das Artes, e a direção da peça é de José Ono Junior. Depois de se emocionarem com a apresentação, alunos e professores visitaram a Biblioteca Municipal, que está com decoração especial de Carnaval. 
O projeto continua até quinta-feira, com a participação de alunos das escolas de ensino médio e fundamental de Tambaú. Os horários das apresentações são 9h e 13h30.

Biblioteca ganha decoração especial de Carnaval

A Biblioteca Municipal "Professor Sebas", sob gestão da Associação Cultural Quintal das Artes, está com uma decoração especial de Carnaval durante estas duas semanas.
Estão expostas fantasias de carnavais passados de Escolas de Samba de São Paulo e um vestido de Porta-Bandeira da antiga Escola de Samba Beira-Rio, a mais tradicional do carnaval tambauense. A Bandeira da Escola, encontrada pela Diretoria da Associação, no porão do Museu Histórico "Ernesto Ricciardi", também está em exposição.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Novos livros de literatura infanto-juvenil disponíveis para empréstimo

Felisbela, Cara de... - Paulo Debs
Com uma linguagem simples Paulo Debs aborda um mal social que vem aumentando a cada dia: Bulling, e ao mesmo tempo por meio desta estória mostra que isto não é divertido e o mal que pode fazer não somente aos outros mas também a si mesmo.
Narra a história de Felisbela é uma menina alegre e de repente começa a apresentar uns sintomas bem estranhos que fazem que sua vida se torne triste e sombria. Como poderá ela ficar livre desses sintomas que tanto a atormentam?


Como Quebrar a Maldição de um Dragão - Cressida Cowell
Será que Soluço vai encontrar o antídoto para a picada da Vorpente Venenosa e ainda por cima derrotar o assustador Garra da Destruição? E ele conseguirá vencer o perigoso machado de Norberto, o Demente, para mais uma vez ser o herói da história? 
Com muita ação, aventura e humor, a receita do sucesso - "Como treinar o seu dragão" é seguida à risca no quarto lançamento da série escrita e ilustrada pela inglesa Cressida Cowell.


Como Falar Dragonês - Cressida Cowell
Soluço Spantosicus Strondus III foi o mais grandioso herói já visto em todo o território viking. Ele era bravo, impetuoso e muitíssimo inteligente. Mas até mesmo os grandes heróis podem ter dificuldades no começo. Principalmente se têm como companheiro um dragãozinho teimoso e mal-educado. 
Nessa nova aventura da série, o dragão Banguela foi capturado, um nanodragão está prestes a virar refeição e Dragões-tubarões estão à solta. Mais uma vez, os vikings precisam de um salvador... Soluço! 
Com aventura, ação, muito humor e ilustrações divertidíssimas, a receita do sucesso de Como treinar o seu dragão é seguida à risca no terceiro lançamento da série escrita e ilustrada pela inglesa Cressida Cowell, autora premiada de obras infantis e infantojuvenis. Crianças, jovens e adultos que já conhecem Soluço e o dragão Banguela, seja das páginas dos livros, seja das telas de cinema, não vão perder essa nova história. 

Dica do funcionário: E agora, mãe?

A dica do funcionário dessa semana é da Lislaine, que indica um romance delicado, verdadeiro, sobre a condição feminina em face dos preconceitos sociais.
Jana nasceu para ser bailarina, para o sucesso, para os aplausos. Mas a vida se incumbiu de mudar completamente seu futuro. Um namoro, um imprevisto, uma gravidez... Agora, Jana precisava enfrentar todos os preconceitos, para construir uma nova vida, reerguer-se, ser alguém, apesar de tudo...
Essa é a sinopse do livro "E agora, mãe?", da autora Isabel Vieira.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Quintal das Artes e Biblioteca Municipal realizam projeto sobre bullying


O bullying é uma das formas de violência que mais cresce no mundo e é causa de grande sofrimento. São meninos e meninas expostos às mais diversas situações repetitivas de humilhações, constrangimentos, apelidos jocosos, intimidações e difamações. Como consequências, encontram-se o comprometimento da saúde emocional, da qualidade das relações interpessoais, da construção da cidadania e, principalmente, da ruptura no processo educacional, podendo ser apontado como uma das causas dos elevados índices de evasão e retenção escolar no país.
Pensando nisto, a Biblioteca Municipal “Professor Sebas” apresenta o projeto “Contra o Bullying”, destinado aos alunos de ensino fundamental e médio das escolas estaduais e particulares de nossa cidade, no intuito de despertar a conscientização dos jovens para este grande problema.
O projeto consiste em uma apresentação teatral sobre o tema com os atores da Associação Cultural Quintal das Artes, e tem a duração aproximada de 40 minutos. As apresentações ocorrerão nos dias 28 de fevereiro a 3 de março no Centro de Convenções “Zélia Maria de Carvalho Biella”, às 9h e 13:30h.

Autor da semana: John Boyne

John Boyne (30 de abril de 1971) é um romancista Irlandês.
Ensinou língua inglesa no Trinity College, e Literatura Criativa na Universidade de East Anglia, onde foi galhardoado com o prêmio Curtis Brown. Começou a escrever histórias aos 19 anos e teve o primeiro romance publicado dez anos depois. Trabalhou em uma livraria dos 25 aos 32 anos.
Boyne lançou recentemente seu sétimo romance - The House of Special Purpose, ou O Palácio de Inverno na edição brasileira -, assim como uma quantidade de contos que foram publicados em várias antologias e transmitidos por rádio e televisão. Seus romances foram publicados em 29 idiomas. The Boy in the Striped Pyjamas é um "mais vendido" em Nova York e uma adaptação para o cinema começou a ser filmada em abril de 2007. Boyne reside em Dublim.
Livros de John Boyne disponíveis na biblioteca para empréstimo:
- O menino do pijama listrado
- O garoto no convés
- O palácio de inverno

Novo livro de Sidney Sheldon e Tilly Bagshawe disponível para empréstimo

Depois da Escuridão - Sidney Sheldon e Tilly Bagshawe
A doce e angelical Grace Brookstein é a socialite mais querida dos Estados Unidos e leva uma vida de princesa. Até o dia em que seu marido, o bilionário Lenny Brookstein, dono do fundo de hedge Quorum, sai para velejar e nunca mais retorna. Enquanto lida com a trágica morte do marido, um novo escândalo abala a vida de Grace - bilhões de dólares desaparecem do fundo Quorum, provocando a falência de milhares de famílias. Grace torna-se a principal suspeita e da noite para o dia sua vida se transforma. Determinada a provar sua inocência, Grace embarca numa jornada que revelará que ninguém a sua volta é digno de confiança.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Livro de Kate O' Hearn está disponível para empréstimo

Pegasus e o Fogo do Olimpo: Vol. 1 - Kate O' Hearn
Quando Pegasus, o majestoso e mitológico cavalo alado, é atingido por um raio e cai em seu terraço durante uma violenta tempestade que deixa Nova York no escuro, a vida da jovem Emily transforma-se em uma lenda.
Buscando ajuda para tratar os graves ferimentos de Pegasus, Emily recorre ao garoto estranho da escola, Joel. Trabalhando juntos, eles rapidamente descobrem que o cavalo alado tem mais do que ferimentos da tempestade. 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Novos livros disponíveis na biblioteca para empréstimo


Crescendo: Hush, Hush - Becca Fitzpatrick
A vida de Nora Grey ainda está longe de ser perfeita. Sofrer uma tentativa de assassinato não foi a melhor das experiências, mas, pelo menos, Nora ganhou um anjo da guarda: Patch, que de angelical não tem absolutamente nada. Ele é lindo, irresistível, misterioso... e está com ela. O problema é que ele sido cada vez mais evasivo, e, o pior: parece muito interessado na grande inimiga de Nora, Marcie Millar.
Não fosse isso, Nora jamais teria notado Scott Parnell, velho amigo da família que acaba de voltar para a cidade. Ainda que Scott a deixe furiosa na maior parte do tempo, é impossível não se sentir atraída. Lá no fundo, porém, ela tem certeza de que ele guarda um segredo.


Cilada - Harlan Coben
Haley McWaid tem 17 anos. É aluna exemplar, disciplinada, ama esportes e sonha entrar para uma boa faculdade. Por isso, quando certa noite ela não volta para casa e três meses transcorrem sem que se tenha nenhuma notícia dela, todos na cidade começam a imaginar o pior. 
O assistente social Dan Mercer recebe um estranho telefonema de uma adolescente e vai a seu encontro. Ao chegar ao local, ele é surpreendido pela equipe de um programa de televisão, que o exibe em rede nacional como pedófilo. Inocentado por falta de provas, Dan é morto logo em seguida. 
Na junção dessas duas histórias está Wendy Tynes, a repórter que armou a cilada para Dan e que se torna a única testemunha de seu assassinato. Wendy sempre confiou apenas nos fatos, mas seu instinto lhe diz que Mercer talvez não fosse culpado. Agora ela precisa descobrir se desmascarou um criminoso ou causou a morte de um inocente. 
Nas investigações da morte de Dan e do desaparecimento de Haley, verdades inimagináveis são reveladas e a fragilidade de vidas aparentemente normais é posta à prova. Todos têm algo a esconder e os segredos se interligam e se completam em um elaborado mosaico de mistérios. 
Harlan Coben mais uma vez deixa o leitor sem ar. Cilada fala de culpa, luto e perdão em uma trama repleta de reviravoltas surpreendentes. Nada é o que parece e tudo pode ser desfeito até a última página.


Em Risco - Patricia Cornwell
Neste livro, a genial criadora de Kay Scarpetta nos apresenta a um novo detetive, Win Garano. Ele é designado por sua chefe, a promotora pública Monique Lamont, para uma tarefa quase impossível.
A tarefa logo se revela sua dificuldade. Pistas falsas apontam para uma trama de interesses que envolvem bandidos e policiais. Com a ajuda da agente Sykes, uma de suas várias admiradoras, e amparado por visões premonitórias de uma avó cartomante, Garano precisa lidar com a delicada situação pessoal de sua chefe, que também parece conhecer e esconder fatos essenciais à investigação.
Para compor esse conjunto, a autora lança mão de uma rica gama de detalhes físicos, técnicos e psicológicos na evocação tanto de cenas de ação quanto de sutilezas das relações humanas. Como na melhor narrativa policial, o aparente distanciamento da prosa potencializa o horror evidente ou sugerido de algumas passagens, como se adjetivos não fossem necessários para descrever os piores atos e impulsos. 
Patricia Cornwell é uma das escritoras de maior sucesso nos Estados Unidos. Sua personagem Kay Scarpetta foi premiada em 1999 com o Sherlock Award de melhor detetive criado por um autor americano.


O Discurso do Rei: Como Um Homem Salvou a Monarquia Britânica - Peter Conradi
A história dessa inusitada aliança, que resultou em uma emocionante amizade, é contada agora em O Discurso do Rei: Como Um Homem Salvou a Monarquia Britânica.
Com base nos diários e arquivos de Lionel Logue, os autores Peter Conradi e Mark Logue, neto do terapeuta, reconstroem a relação de surpreendente intimidade entre dois homens absolutamente díspares. O livro traz ainda um encarte de fotos que ilustram os pontos altos da vida dos dois personagens. 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Autor da semana: José Lins do Rego

José Lins do Rego Cavalcanti (Pilar, 3 de junho de 1901 — Rio de Janeiro, 12 de setembro de 1957) foi um escritor brasileiro que, ao lado de Graciliano Ramos e Jorge Amado, figura como um dos romancistas regionalistas mais prestigiosos da literatura nacional. Segundo Otto Maria Carpeaux, José Lins era "o último dos contadores de histórias."Seu romance de estreia, Menino de Engenho (1932), foi publicado com dificuldade, todavia logo foi elogiado pela crítica.
José Lins escreveu cinco livros a que nomeou "Ciclo da cana-de-açúcar", numa referência ao papel que nele ocupa a decadência do engenho açucareiro nordestino, visto de modo cada vez menos nostálgico e mais realista pelo autor: Menino de Engenho, Doidinho (1933), Bangüê (1934), O Moleque Ricardo (1935), e Usina (1936). Sua obra regionalista, contudo, não encaixa-se somente na denúncia sócio-política, mas, como afirmou Manuel Cavalcanti Proença, igualmente em sua "sensibilidade à flor da pele, na sinceridade diante da vida, na autenticidade que o caracterizavam."
José Lins nasceu na Paraíba; seus antepassados, que eram em grande parte senhores de engenho, legaram ao garoto a riqueza do engenho de açúcar que lhe ocupou toda a infância. Seu contato com o mundo rural do Nordeste lhe deu a oportunidade de, nostalgicamente e criticamente, relatar suas experiências através das personagens de seus primeiros romances. Lins era ativo nos meios intelectuais. Ao matricular-se em 1920 na Faculdade de Direito do Recife, ampliou seus contatos com o meio literário de Pernambuco, tornando-se amigo de José Américo de Almeida (autor de A Bagaceira). Em 1926, partiu para o Maceió, onde reunia-se com Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Aurélio Buarque de Holanda e Jorge de Lima. Quando partiu para o Rio de Janeiro, em 1935, conquistou ainda mais a crítica e colaborou para a imprensa, escrevendo para os Diários Associados e O Globo.
É atribuído a José Lins do Rego a invenção de um novo romance moderno brasileiro. O conjunto de suas obras são um marco histórico na literatura regionalista por representar o declínio do Nordeste canavieiro. Alguns críticos acreditam que o autor ajudou a construir uma nova forma de escrever fundada na "obtenção de um ritmo oral", que foi tornada possível pela liberdade conquistada e praticada pelos modernistas de 1922. Sua magnum opus, Fogo Morto (1943), é visto como o "romance dos grandes personagens." Massaud Moisés escreveu que esta obra-prima de José Lins "é uma das mais representativas não só da ficção dos anos 30 como de todo o Modernismo."


Nascido no Engenho Corredor, município paraibano de Pilar, filho de João do Rego Cavalcanti e de Amélia Lins Cavalcanti (morta pelo marido esquizofrênico), fez as primeiras letras no Colégio de Itabaiana, no Instituto N. S. do Carmo e no Colégio Diocesano Pio X na então cidade da Paraíba atual João Pessoa. Depois estudou no Colégio Carneiro Leão e Osvaldo Cruz, em Recife. Desde esse tempo revelaram-se seus pendores literários. É de 1916, por exemplo, o primeiro contato com O Ateneu, de Raul Pompeia. Em 1918, aos dezessete anos portanto, José Lins travou conhecimento com Machado de Assis, através do Dom Casmurro. Desde a infância, já trazia consigo outras raízes, do sangue e da terra, que vinham de seus pais, passando de geração em geração por outros homens e mulheres sempre ligados ao mundo rural do Nordeste açucareiro, às senzalas e aos negros rebanhos humanos que a foi formando.
Após passar sua infância no interior e ver de perto os engenhos de açúcar perderem espaço para as usinas, provocando muitas transformações sociais e econômicas, foi para João Pessoa, onde fez o curso secundário e depois, para Recife, onde matriculou-se, em 1920, na faculdade de Direito.
Nesse período, além de colaborar periodicamente com o Jornal do Recife, fez amizade com Gilberto Freyre, que o influenciou e, em 1922, fundou o semanário Dom Casmurro.
Formou-se em 1923. Durante o curso, ampliou seus contatos com o meio literário pernambucano, tornando-se amigo de José Américo de Almeida, Osório Borba, Luís Delgado, Aníbal Fernandes, e outros. Gilberto Freyre, voltando em 1923 de uma longa temporada de estudos universitários nos Estados Unidos, marcou uma nova fase de influências no espírito de José Lins, através das ideias novas sobre a formação social brasileira.
Ingressou no Ministério Público como promotor em Manhuaçu, em 1925, onde entretanto não se demorou. Casando em 1924 com d. Filomena (Naná) Masa Lins do Rego, transferiu-se em 1926 para a capital de Alagoas, onde passou a exercer as funções de fiscal de bancos, até 1930, e fiscal de consumo, de 1931 a 1935. Em Maceió, tornou-se colaborador do Jornal de Alagoas e passou a fazer parte do grupo de Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Aurélio Buarque de Holanda, Jorge de Lima, Valdemar Cavalcanti, Aloísio Branco, Carlos Paurílio e outros. Ali publicou o seu primeiro livro, Menino de engenho (1932), chave de uma obra que se revelou de importância fundamental na história do moderno romance brasileiro. Além das opiniões elogiosas da crítica, sobretudo de João Ribeiro, o livro mereceu o Prêmio da Fundação Graça Aranha. Em 1933, publicou Doidinho, o segundo livro do "Ciclo da Cana-de-Açúcar".
O mundo rural do Nordeste, com as fazendas, as senzalas e os engenhos, serviu de inspiração para a obra do autor, que publicou seu primeiro livro - Menino de engenho - em 1932.
Como vimos, em 1926, decidiu deixar para trás o trabalho como promotor público no interior de Minas Gerais e transferiu-se para Maceió, Alagoas. Lá conviveu com um grupo de escritores muito especial: Graciliano Ramos (o autor de Vidas Secas), Rachel de Queiroz (a jovem cearense, que já publicara o romance O Quinze), o poeta Jorge de Lima, Aurélio Buarque de Holanda (o mestre do dicionário), que se tornariam seus amigos para sempre. Convivendo neste ambiente tão criativo, escreveu os romances Doidinho (1933) e Bangue (1934). Daí em diante a obra de Zélins, como era chamado, não conheceu interrupções: publicou romances, um volume de memórias, livros de viagem, de conferências e de crônicas. E Histórias da Velha Totônia, seu único livro para o público infanto-juvenil, lançado em 1936.
Em 1935, mudou-se para o Rio de Janeiro. Homem atuante, participava ativamente da vida cultural de seu tempo. Gostava de conversar, tinha um jeito bonachão e era apaixonado por futebol, ou melhor, pelo Flamengo. Seus livros são adaptados para o cinema e traduzidos na Alemanha, França, Inglaterra, Espanha, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras.
Em 1957, José Lins morreu. A obra de José Lins do Rego é publicada pela editora José Olympio.
O estilo de José Lins é inteiramente despojado e sem atitudes ou artifícios literários. Ele próprio via a si mesmo como um escritor instintivo e espontâneo, chegando a apontar que suas fontes da arte narrativa estavam nas ruas: "Quando imagino nos meus romances tomo sempre como modo de orientação o dizer as coisas como elas surgem na memória, com os jeitos e as maneiras simples dos cegos poetas." Apesar desta simplicidade linguística com que escreve,ele descreve com muita técnica os estados psicológicos de seus personagens,seguindo,assim,uma linha inaugurada por Proust.Além disso,ele tem um domínio da tradição literária e consegue fazer uma crítica dos hábitos em um estilo que lembra Thomas Hardy.
Durante seu tempo de vida, José Lins foi lido e criticado por todos os grandes intelectuais do país. Mesmo o seu livro de estreia, Menino de Engenho, foi assim descrito por João Ribeiro, um dos mais importantes críticos literários da época:
"Bem examinadas as coisas, este livro pungente é de uma realidade profunda. Nada há nele que não seja o espelho do que se passa na sociedade rural e na das cidades do Norte e do Sul do Brasil. É de todo o Brasil e um pouco de todo o mundo." — José Ribeiro.
Menino de Engenho é amplamente considerado pela crítica como o pioneiro de uma "obra que se revelou de importância fundamental na história do moderno romance brasileiro". O colega Gilberto Freyre afirmou que José Lins havia iniciado, de fato, um "novo romance em língua portuguesa" e provocado no Nordeste a poesia modernista-tradicionalista que Jorge de Lima havia inaugurado com "O Mundo do Menino Impossível" e "Essa Nega Fulô". Alfredo Bosi, por sua vez, encontrou na obra de José Lins a mais alta expressão literária, poética e recordativa da transição do engenho para a usina na região canavieira da Paraíba e de Pernambuco. Wilson Martins não ficou satisfeito com Fogo Morto em seu História da Inteligência Brasileira, e afirmou que o "o livro passa de simples reelaboração do Ciclo da Cana-de-Açúcar, sem nada lhe acrscentar e até tirando-lhe alguma coisa." Bosi considerou, no entanto, Fogo Morto a verdadeira "superação" do ciclo da cana-de-açúcar.
Antonio Candido destacou a análise das personagens de Fogo Morto: "O que torna esse romance ímpar entre os publicados em 1943 é a qualidade humana dos personagens criados: aqui, os problemas se fundem nas pessoas e só têm sentido enquanto elementos do drama que elas vivem." Massaud Moisés pôs este romance entre os livros dos anos 30, muito embora ele tenha sido lançado em 1943, pela razão da obra ser uma expressão "acabada do espírito do projeto estético e ideológico regionalista característico daquela década." Luciana Stegagno Picchio afirmou que graças à José Lins "o regionalismo tornou-se um ato pessoal, um instrumento de realização literária." Sérgio Milliet afirmou que José Lins fez uma grande obra ao "oferecer-nos uma imagem muito nítida do Nordeste dos últimos engenhos, evoluindo lentamente entre crises políticas e lutas domésticas, modorrento sob o sol das secas." Carpeaux escreveu que todo o universo da casa-grande, da senzala, dos senhores de engenho e etc. não "existirão nunca mais a não ser nos romances de José Lins do Rego."


Livros de José Lins do Rego disponíveis na biblioteca para empréstimo:
- Fogo morto
- Histórias da velha totônia
- Menino de engenho
- Pedra bonita
- Riacho doce
- Cangaceiros
- Água mãe
- Banguê
- Eurídice
- Doidinho
- Meus verdes anos
- O moleque Ricardo
- Usina
- Pureza

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Grandes Obras: O Morro dos Ventos Uivantes

O "Grandes Obras" de hoje está especial, e quem manda a dica é a Josiane. 
Wuthering Heights (traduzido para português como O Morro dos Ventos Uivantes, O Monte dos Vendavais ou ainda Colina dos Vendavais), lançado em 1847, foi o único romance da escritora britânica Emily Brontë. Hoje considerado um clássico da literatura inglesa, recebeu fortes críticas no século XIX. Teve várias adaptações para o cinema, uma delas sendo dirigida pelo cineasta britânico A. V. Bramble, e para televisão, originando uma canção de sucesso, "Wuthering Heights", composta e interpretada por Kate Bush, uma das faixas do álbum The Kick Inside, de 1978.
Toda a história, com poucas exceções, é contada pela testemunha ocular de todos os acontecimentos, uma governanta chamada Ellen Dean, ao locatário da propriedade Thrushcross Grange, também traduzida como Granja da Cruz dos Tordos, em Gimmerton, Yorkshire, Inglaterra, enquanto este se encontrava adoentado.
No início da trama, o patriarca da família Earnshaw resolve fazer uma viagem e traz consigo um pequeno órfão, que todos acham ser um cigano, porém sua procedência não é revelada em hora alguma da narrativa, ao qual denominam Heathcliff. Toda a afeição que o pai logo demonstra pelo menino enciuma seu filho legítimo, Hindley, que acha que está perdendo a afeição do pai para o menino. Sua irmã, Catherine, se afeiçoa por Heathcliff.
Quando o Sr. e a Sra. Earnshaw morrem, Hindley sujeita Heathcliff a várias humilhações. Este passa a ficar bruto e melancólico. Apesar do amor entre ele e Catherine, ela decide casar com Edgar Linton, por esse ter melhores condições de sustentá-la.
Heathcliff sai do Morro dos Ventos Uivantes e, quando volta, está rico, chamando a atenção de Catherine e despertando ciúmes em seu marido. Catherine tem uma filha de Edgar e morre logo em seguida. Heathcliff resolve se vingar de Edgar e de Hindley.
Primeiro se casa com Isabella, irmã de Edgar. Logo após, Isabella se lamenta de ter casado com Heathcliff, abandona-o e tem um filho chamado Linton, enquanto está longe de seu marido. Hindley cai no vício do jogo e da bebida e perde todos os seus bens para ele. Hareton, filho de Hindley, consequentemente, fica sem herança - mas apesar disso, considera Heathcliff uma pessoa de alta moral, não permitindo que se fale mal de sua pessoa. Antes da morte de Edgar, Heathcliff casa Linton e Cathy (filha de Catherine e Edgar). Cathy descobre-se sem bens, quando seu marido Linton morre e Heathcliff apresenta um testamento onde seu filho lhe passava tudo quanto possuía. Pensando já ter se vingado, percebe nos últimos descendentes das casas da Granja da Cruz dos Tordos e do Morro dos Ventos Uivantes, o olhar de seus antepassados e a paixão entre os dois, morrendo só, em sua loucura e solidão. Como último desejo, é enterrado junto com Catherine, seu grande amor. Deste dia em diante, muitos juram ver sempre um casal vagando pelas charnecas do Morro.
A mais antiga adaptação de Wuthering Heights foi filmada na Inglaterra, em 1920, e dirigida por A. V. Bramble.
A mais famosa filmagem é a de 1939, estrelando Laurence Olivier e Merle Oberon, sob a direção de William Wyler. Essa adaptação elimina a segunda geração da história (jovem Cathy, Linton e Hareton). Em 1939, venceu o New York Film Critics Circle Award como melhor filme, e foi indicado ao Oscar de filme.
O filme de 1970, com Timothy Dalton como Heathcliff foi a primeira versão colorida do romance, e é interessante pois supõe que Heathcliff pode ser meio-irmão ilegítimo de Cathy. O caráter de Hindley é retratado de maneira mais simpática, e a história é alterada.
Em 1978 foi lançada pela BBC uma minissérie, estrelada por Ken Hutchison (como Heathcliff) e Kay Adshead (como Catherine).
O filme Wuthering Heights, de 1992, estrelando Ralph Fiennes e Juliette Binoche, é interessante por incluir a segunda geração, antes omitida, na história.
Em 1998 foi lançado mais um filme, dirigido por David Skynner, com Robert Cavanah e Orla Brady como protagonistas e ainda a participação de Matthew Macfadyen como Hareton Earnshaw. Versão muito interessante, em que o casal Cathy (Linton) e Hareton é destacado de maneira bela e doce.
Outras adaptações interessantes da história incluem a do espanhol Luis Buñuel em 1954, com Heathcliff e Cathy renomeados como Alejandro e Catalina. Em 2003, a MTV produziu uma versão na moderna Califórnia, com personagens como colegiais.
O romance tem sido popular em ópera e cinema, ressaltando as óperas escritas por Bernard Herrmann e Carlisle Floyd (ambos fixando a primeira metade do livro) e um musical de Bernard J. Taylor, com uma canção de Kate Bush.
No outono de 2008, Mark Ryan lançou uma dramatização musical narrada por Beowulf e Ray Winstone. Ele também dirigiu o video para a canção "Women", com Jennifer Korbee, Jessica Keenan Wynn e Katie Boeck.
Em agosto de 2009, ITV levou ao ar uma série em duas partes, estrelando Tom Hardy, Charlotte Riley, Sarah Lancashire, e Andrew Lincoln.
Anunciado em maio de 2009, o diretor Andrea Arnold prepara adaptação de uma nova versão, estrelando Kaya Scodelario como Cathy.
No Brasil duas telenovelas foram feitas, em 1967 e 1973, respectivamente O Morro dos Ventos Uivantes e Vendaval.
A primeira tradução de Morro dos Ventos Uivantes no Brasil foi feita em 1938, por Oscar Mendes, então da Editora Globo.
Em 1947, foi feita tradução por Raquel de Queirós, pela Livraria José Olympio Editora. Atualmente, há outra tradução, por Ana Maria Chaves.
Em 1971, a Editora Bruguera lançou o Morro dos Ventos Uivantes, na sua Coleção "Livro Amigo", volume 44, com tradução de Vera Pedroso, acompanhado de uma Notícia Biográfica sobre Ellis e Acton Bell, e um Prefácio do Editor, por Charlotte Bronte. Foi editado em convênio com o Instituto Nacional do Livro.
A Editora Abril, em 1971, lançou "Os Imortais da Literatura Universal", em que o Morro dos Ventos Uivantes foi o 10º volume, utilizando a tradução de Oscar Mendes, sob licença da Editora Globo.Vale ressaltar que nesta tradução os nomes de alguns personagens são diferentes.A irmã de Edgar Linton não se chama Isabella e sim Isabel. Não vemos o nome de ambas Catherine,e sim Catarina.A esposa de Hindley,chama-se Francisca e não Frances,e por fim Ellena "Nelly" Dean é Helena.
Em 2010, a Editora Abril lançou a nova Coleção "Clássicos Abril", em que é o volume 23, dessa vez utilizando a tradução de Raquel de Queirós, originalmente da Livraria José Olympio Editora.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dica do funcionário: 1001 filmes para ver antes de morrer

Um verdadeiro caldeirão de tendências e culturas, 1001 filmes para ver antes de morrer atravessa um século de produção cinematográfica.
Do clássico ao underground, do cult ao noir, do terror ao romance - os filmes que marcaram época e emocionaram platéias podem ser encontrados neste guia imperdível.
Selecionados por terem sido bem recebidos pelo público ou pela crítica, os filmes incluídos nesta lista têm sempre um elemento especial: são inovadores na estética ou polêmicos no conteúdo, ganharam status de "clássico" ou levaram milhares de espectadores às lágrimas ou ao riso. E juntos, formam um panorama do desenvolvimento do cinema mundial.
Traduzido para 25 línguas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, o livro inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. É ilustrado com centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores.
Em 1001 resenhas informativas e interessantes, você vai conhecer detalhes dos bastidores, sinopses dos filmes e curiosidades sobre as gravações.
Percorrendo mais de um século de produções extraordinárias, você vai descobrir os filmes que não deveria ter perdido, os clássicos que merecem ser revistos e as obras-primas de que você nunca tinha ouvido falar. Até agora. A edição geral do livro é de Steven Jay Schneider, e a publicação no Brasil é da Editora Sextante.
Esta é a minha Dica do funcionário nesta semana no blog da Biblioteca Municipal "Professor Sebas".

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Relatório Estatístico - Janeiro/2011



Relatório Estatístico –  Janeiro / 2011

a)      Atendimento ao público – segunda à sexta-feira – 08:00h às 17:00h

b)     Seleção e aquisição:

Tipo de Material
Compra
Doação

Livros
12
227
Revistas
13
239
Gibis
7
25
Jornais
Assinatura Folha S.P
16
Cds/DVDs
-----------------
------------------
Outros
------------------
16 apostilas


c)      Livros processados no mês: 43

d)      Total de livros no acervo: 30.412

e)      Revistas processadas no mês: 63

f)       Total de revistas no acervo: 2.984

g)      Total de gibis (histórias em quadrinhos): 1.684

h)      Nº de empréstimos no mês: 1.205

Total no ano* : 1.205

i)       Total de consultas no mês: 130

Total no ano*: 130

j)        Frequencia de leitores no mês: 482

Total no ano*: 482
k)      Nº de sócios inscritos no mês: 20

Total no ano*: 20

Total de sócios inscritos na biblioteca: 7.421


Novas Aquisições:

·         DUEÑAS, Maria – “ O tempo entre costuras”
·         SMITH, L.J – “ Vampiro secreto” – Série Mundo das Sombras – vol.1
·         BROWNE, S.G – “ Desastre”
·         McMANN, Lisa – “Gone: desaparecer”
·         COLLINS, Tim – “ Diário de um vampiro banana”
·         BYRNE, Rhonda – “ O poder”
·         GASPARETTO, Zibia – “ Eles continuam entre nós: volume 2”
·         Coleção Folha – Livros que mudaram o mundo:
- TOCQUEVILLE, Alexis de -  “ A democracia na América” – vol. 16
- VOLTAIRE – “Cândido, ou, o Otimismo” – vol. 17
- “Bíblia Sagrada” – vol. 18
- “Alcorão Sagrado” – vol. 19
- “ Discursos que mudaram o mundo” – vol. 20


Livros mais procurados

- YOUNG, Willian. “ A Cabana”

- SMITH, L.J. – “Série Diários do Vampiro – volumes 1 a 4” e “Diários do Vampiro: O Retorno, Vol.1 – Anoitecer”
- MEYER, Stephenie.  “Amanhecer” e “A Breve segunda vida de Bree Tanner”
- SOARES, L.E et. al. “Elite da Tropa 2”
- BROWN, Dan – “O símbolo perdido”
- SHELDON, Sidney; BAGSHAWE, Tilly – “A Senhora do Jogo”
- ROSSI, Padre Marcelo – “Ágape”
- GILBERT, Elizabeth – “Comer, rezar, amar” e “Comprometida”
- SPARKS, Nicholas - “Querido John”;  “A última música”;  “O milagre” e  “Diário de uma paixão”
- NÖEL, Alison . “Para Sempre: Os Imortais - vol. 1” ,“Lua Azul: Os imortais – vol. 2” e “Terra de Sombras” – vol. 3
- HILL, Joe – “A estrada da noite”
- RICE, Anne – “Tempo do anjos”
- TORRE, Toni de la – “ Dr. House; um guia para a vida”
- CHOPRA, Deepak - “O efeito sombra”
- MACMANN, Lisa. “Wake: Despertar” e “Fade: desvanecer”
- COELHO, Paulo.  “O Aleph"
- HOFFMAN, Paul. “A mão esquerda de Deus’
- KATE, Lauren. “Fallen”
- GASPARETO, Zíbia – “Se abrindo pra vida”
- CRONIN, Justin – “A passagem”
-  SPOHR, Eduardo – “A batalha do Apocalipse”
- ADORNETTO, Alexandra – “Halo”
- MEZRICH, Ben – “Bilionários por acaso - A Criação do Facebook”
- CAST, P.C e CAST, Kristin – “Marcada – vol. 1” e  “Traída – vol. 2”
- CURY, Augusto  - “O semeador de idéias”
- ROWE, Leonard – “O que realmente aconteceu a Michael Jackson: o lado obscuro da indústria do entretenimento”

Livros infanto-juvenis mais procurados:

- KINNEY, Jeff - “Diário de um banana” – volumes 1,2 e 3
- RIORDAN, Rick.-  “A Pirâmide Vermelha”  e “Coleção Percy Jackson e os Olimpianos” – volumes 1 a 5 e  “Os arquivos do semi-deus”
- ROWLING, J.K. “ Coleção Harry Potter” – volumes 1 a 7


Josiane Cristina da Silva
Bibliotecária – CRB-8/8360

Autora da semana: Danielle Steel

Danielle Fernande Dominique Schuelein-Steel é uma escritora americana e seus livros estão entre os mais vendidos do mundo.
É muito conhecida por seus dramas românticos e já vendeu mais de 1,5 bilhões de cópias dos seus livros, traduzidos em 28 línguas e vendidos em 47 países. Os seus romances estiveram na lista de best-sellers do New York Times mais de 390 semanas consecutivas e 22 foram adaptados para televisão. Em 2001 ela foi considerada uma das "30 Mulheres mais Poderosas da América" pelo Ladies' Home Journal.
Danielle Steel nasceu em 14 de agosto de 1947, em Nova Iorque, EUA, porém passou a maior parte da sua infância na França. Desde muito cedo interessa-se por literatura, e durante sua adolescência escreveu poesias. Editou seu primeiro romance em 1973, de título Going Home (O Apelo do Amor). Com o seu quarto romance, The Promisse (O Segredo de uma Promessa), lançado em 1978, Danielle obtém o indestronável estatuto de autora de best-sellers tendo editado mais de 60 romances.
Mãe de nove filhos e casada por cinco vezes, Steel viveu períodos de agitação sentimental. Em 1998 edita o livro O Brilho de Sua Luz (His Bright Light), sobre a vida e morte de seu filho, Nicholas Traina. Diagnosticado com transtorno bipolar e usuário de drogas, Nicholas suicidou-se em 1997.


Livros de Danielle Steel disponíveis na biblioteca para empréstimo:

1978 O Segredo de uma Promessa - com base no roteiro escrito por Garry Michael White
1980 Momentos de Paixão
1980 Final de Verão
1980 O Anel de Noivado
1981 Relembrança
1981 Galope de Amor
1983 Um Desconhecido
1984 Um Amor Conquistado
1985 Álbum de Família
1985 Segredos de Amor
1987 Caleidoscópio
1990 Mensagem de Saigon
1991 Amor Sem Igual
1992 Tudo Pela Vida
1992 Jóias
1994 O Presente
1996 Maldade
1997 O Rancho
1997 O Fantasma
1997 Entrega Especial
1998 Imagem no Espelho
1998 Um Longo Caminho Para Casa
1998 Klone e Eu
1999 Meio Amargo
2000 A Casa na Rua Esperança
2000 O Casamento
2000 A Jornada
2001 A Águia Solitária
2001 O Beijo
2001 Mergulho no Escuro
2002 O Chalé
2002 Pôr-do-Sol em Saint Tropez
2002 Preces Atendidas
2003 O Jogo do Namoro
Uma vez só na vida
Apelo pelo amor
A aventura de amar
Um mundo que mudou

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Grandes obras: Leite derramado

Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e econômica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos.
Um homem muito velho está num leito de hospital. Membro de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num monólogo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem quiser ouvir, a história de sua linhagem desde os ancestrais portugueses, passando por um barão do Império, um senador da Primeira República, até o tataraneto, garotão do Rio de Janeiro atual. Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e econômica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos. A visão que o autor nos oferece da sociedade brasileira é extremamente pessimista: compadrios, preconceitos de classe e de raça, machismo, oportunismo, corrupção, destruição da natureza, delinquência.
A saga familiar marcada pela decadência é um gênero consagrado no romance ocidental moderno. A primeira originalidade deste livro, com relação ao gênero, é sua brevidade. As sagas familiares são geralmente espraiadas em vários volumes; aqui, ela se concentra em 200 páginas. Outra originalidade é sua estrutura narrativa. A ordem lógica e cronológica habitual do gênero é embaralhada, por se tratar de uma memória desfalecente, repetitiva mas contraditória, obsessiva mas esburacada.
O texto é construído de maneira primorosa, no plano narrativo como no plano do estilo. A fala desarticulada do ancião, ao mesmo tempo que preenche uma função de verossimilhança, cria dúvidas e suspenses que prendem o leitor. O discurso da personagem parece espontâneo, mas o escritor domina com mão firme as associações livres, as falsidades e os não-ditos, de modo que o leitor pode ler nas entrelinhas, partilhando a ironia do autor, verdades que a personagem não consegue enfrentar.
Em suas leves variantes, as lembranças obsessivas revelam sutilezas ideológicas e psíquicas. E, como essas lembranças têm forte componente plástico, criam imagens fascinantes. É o caso do “vestido azul” comprado pelo pai para a amante, objeto de alta concentração significante. Esse objeto se expande, no nível da narrativa, como índice de elucidação da intriga, no nível fantasmático, como obsessão repetitiva do filho, e no nível sociológico, como ilustração dos usos e costumes de uma classe. Tudo, neste texto, é conciso e preciso. Como num quebra-cabeça bem concebido, nenhum elemento é supérfluo.
Há também um jogo com os espaços onde ocorrem os acontecimentos narrados. As várias casas em que o narrador morou, como as décadas acumuladas em suas lembranças, se sobrepõem e se revezam. Recolocá-las em ordem cronológica é assistir a uma derrocada pessoal e coletiva: o chalé de Copacabana, “longínquo areal” dos anos 20, é substituído por um apartamento num edifício construído atrás de seu terreno; esse apartamento é trocado por outro, menor, na Tijuca; o palacete familiar de Botafogo, vendido, torna-se estacionamento de embaixada; a fazenda da infância, na “raiz da serra”, transforma-se em favela, com um barulhento templo evangélico no local da velha igreja outrora consagrada pelo bispo. Embaixo da última morada do narrador, nesse “endereço de gente desclassificada”, está o antigo cemitério onde jaz seu avô.
Percorre todo o texto, como um baixo contínuo, a paixão mal vivida e mal compreendida do narrador por uma mulher. Os múltiplos traços de Matilde, seu “olhar em pingue-pongue”, suas corridas a cavalo ou na praia, suas danças, seus vestidos espalhafatosos, ao mesmo tempo que determinam a paixão do marido e impregnam indelevelmente sua lembrança, ocasionam a infelicidade de ambos. Os preconceitos e o ciúme doentio do homem barram a realização plena da mulher e levam-na a um triste fim, que, por não ter nem a certeza nem a teatralidade dos desfechos de uma Emma Bovary ou de uma Ana Karênina, tem a pungência de um desastre. Embora vista de forma indireta e em breves flashes, Matilde se torna, também para o leitor, inesquecível.
O fato de nem no fim da vida o homem compreender e aceitar o que aconteceu torna seu drama ainda mais lamentável. Os enganos ocasionados por seu ciúme são tragicômicos, e o escritor os expõe com uma acuidade psicológica que podemos, sem exagero, qualificar de proustiana.
Outras figuras, fixadas a partir de mínimos traços, também se sustentam como personagens consistentes: o arrogante engenheiro francês Dubosc, que a tudo reage com um “merde alors”; a mãe do narrador, que, de tão reprimida e repressora, “toca” piano sem emitir nenhum som; a namorada do garotão com seus piercings e gírias. É espantoso como tantas personagens conseguem vida própria em tão pouco espaço textual. "Leite derramado" , de Chico Buarque, é obra de um escritor em plena posse de seu talento e de sua linguagem, e é o livro da semana no "Grandes Obras", do  blog da Biblioteca Municipal "Professor Sebas".

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Notícia da semana: História do criador do Facebook faz sucesso na literatura e no cinema

Em um dos refeitórios da Universidade Harvard, umas das mais prestigiosas dos Estados Unidos, o estudante de ciências da computação Mark Zuckerberg esperava pelos gêmeos Tyler e Cameron Winklevoss, que desejavam tê-lo como designer de um novo site da universidade. Apesar de ser um tipo retraído, antissocial, Zuckerberg era uma celebridades entre os alunos de Harvard. Ele havia criado o Facemash, site que publicava fotos das estudantes e dava aos marmanjos a chance de votar nas mais bonitas. O projeto que os irmãos Winklevoss apresentaram a Zuckerberg naquela noite de 2003 tinha propósitos menos chauvinistas: ao criarem páginas com informações pessoais e fotos, os usuários teriam um espaço on line para se conhecer e se relacionar. A ideia empolgou Zuckerberg, que convidou seu melhor amigo em Harvard, o brasileiro Eduardo Saverin, para que ambos investissem no negócio, sem a participação dos Winklevoss. Em fevereiro de 2004, depois de meses de desenvolvimento, foi lançado o Facebook, que logo estourou em Harvard, espalhou-se para outras universidades e se tornou febre entre os jovens. Hoje, é a rede social mais popular do planeta, com meio bilhão de usuários.
A história de que a ideia original não foi só de Mark é das mais polêmicas de "Bilionários por acaso - A criação do Facebook", de Ben Mezrich. O interesse do livro, porém, não se resume à matéria potencialmente escandalosa: Mezrich escreve uma crônica saborosa destes tempos em que jovens prodígios fazem fortuna na internet.
Hoje, com 26 anos, Zuckerberg é o típico geek (versão tecnológica do nerd) que saltou do dormitório da universidade para a lista de bilionários americanos da revista Forbes - na qual ocupa a 35ª posição, com uma fortuna estimada em 6,9 bilhões de dólares.
Ainda na adolescência, Zuckerberg criou um programa para rastrear preferências musicais dos usuários on line, feito que lhe valeu uma proposta milionária para trabalhar na Microsoft. Apesar de ser um grande Bill Gates, o jovem recusou o emprego. Em Harvard, seguiu desenvolvendo sites inovadores, ao lado de uma trupe de geeks ambiciosos. O paulista Eduardo Severin foi o mais atuante. De família abastada, ele ganhara 300.000 dólares em especulações no mercado financeiro de petróleo. Investiu no site com a promessa de manter 30% da futura empresa. Foi ele quem pagou as despesas da dupla em 2004. Lá, conheceram o americano Sean Parker, criador do Napster, site pioneiro de compartilhamento de músicas (declarado ilegal por violar o direito autoral dos músicos). Parker percebeu o potencial do Facebook e se dispôs a apresentá-lo a novos investidores. Também convidou Zuckerberg para festas glamourosas. Já famoso pelo Facebook, que no final do primeiro ano de existênca contava com 150.000 usuários, o rapaz que não fazia sucesso entre as colegas de universidade agora saía das festas acompanhado de modelos da linha de lingerie Victoria's Secret.Em um dos refeitórios da Universidade Harvard, umas das mais prestigiosas dos Estados Unidos, o estudante de ciências da computação Mark Zuckerberg esperava pelos gêmeos Tyler e Cameron Winklevoss, que desejavam tê-lo como designer de um novo site da universidade. Apesar de ser um tipo retraído, antissocial, Zuckerberg era uma celebridades entre os alunos de Harvard. Ele havia criado o Facemash, site que publicava fotos das estudantes e dava aos marmanjos a chance de votar nas mais bonitas. O projeto que os irmãos Winklevoss apresentaram a Zuckerberg naquela noite de 2003 tinha propósitos menos chauvinistas: ao criarem páginas com informações pessoais e fotos, os usuários teriam um espaço on line para se conhecer e se relacionar. A ideia empolgou Zuckerberg, que convidou seu melhor amigo em Harvard, o brasileiro Eduardo Saverin, para que ambos investissem no negócio, sem a participação dos Winklevoss. Em fevereiro de 2004, depois de meses de desenvolvimento, foi lançado o Facebook, que logo estourou em Harvard, espalhou-se para outras universidades e se tornou febre entre os jovens. Hoje, é a rede social mais popular do planeta, com meio bilhão de usuários.
A história de que a ideia original não foi só de Mark é das mais polêmicas de "Bilionários por acaso - A criação do Facebook", de Ben Mezrich. O interesse do livro, porém, não se resume à matéria potencialmente escandalosa: Mezrich escreve uma crônica saborosa destes tempos em que jovens prodígios fazem fortuna na internet.
Hoje, com 26 anos, Zuckerberg é o típico geek (versão tecnológica do nerd) que saltou do dormitório da universidade para a lista de bilionários americanos da revista Forbes - na qual ocupa a 35ª posição, com uma fortuna estimada em 6,9 bilhões de dólares.
Ainda na adolescência, Zuckerberg criou um programa para rastrear preferências musicais dos usuários on line, feito que lhe valeu uma proposta milionária para trabalhar na Microsoft. Apesar de ser um grande Bill Gates, o jovem recusou o emprego. Em Harvard, seguiu desenvolvendo sites inovadores, ao lado de uma trupe de geeks ambiciosos. O paulista Eduardo Severin foi o mais atuante. De família abastada, ele ganhara 300.000 dólares em especulações no mercado financeiro de petróleo. Investiu no site com a promessa de manter 30% da futura empresa. Foi ele quem pagou as despesas da dupla em 2004. Lá, conheceram o americano Sean Parker, criador do Napster, site pioneiro de compartilhamento de músicas (declarado ilegal por violar o direito autoral dos músicos). Parker percebeu o potencial do Facebook e se dispôs a apresentá-lo a novos investidores. Também convidou Zuckerberg para festas glamourosas. Já famoso pelo Facebook, que no final do primeiro ano de existênca contava com 150.000 usuários, o rapaz que não fazia sucesso entre as colegas de universidade agora saía das festas acompanhado de modelos da linha de lingerie Victoria's Secret.
Estas e outras histórias são narradas no livro "Bilionários por acaso", e no filme "A rede social", inspirado no livro. O filme, do diretor David Fincher, faturou 4 Globos de Ouro: melhor filme, roteiro, direção e trilha sonora. Se isso é prenúncio para o Oscar, veremos, mas o fato é que a produção sai fortalecida para a premiação da Academia de Hollywood. 
Estas e outras histórias são narradas no livro "Bilionários por acaso", e no filme "A rede social", inspirado no livro. O filme, do diretor David Fincher, faturou 4 Globos de Ouro: melhor filme, roteiro, direção e trilha sonora. Se isso é prenúncio para o Oscar, veremos, mas o fato é que a produção sai fortalecida para a premiação da Academia de Hollywood.